Cheguei, tomei um banho e fui me deitar, mas não, não tinha nada de sono. Resolvi ir até a sala ver um filme, qualquer coisa que me fizesse ficar mais entediada até o sono chegar. Me joguei no sofá, liguei a TV e como era de se esperar, não passava nada de agradável na televisão. Na verdade eu nem estava olhando a programação, meu pensamento estava em Thay, a todo momento me imaginava ficando com ela, mas isso era tolice, Thay já havia deixado bem claro que não sentia interesse por meninas e eu precisava tirar ela da minha cabeça. Algumas horas depois e o sono chegou, dormi no sofá mesmo. Eram dez horas da manhã quando acordei com o meu celular tocando, era mensagem, li por cima e logo o larguei no chão e voltei a dormir. Onze e meia da manhã eu acordei novamente, lembrei da mensagem, mas não lembrava o que havia escrito nela, então peguei meu celular e a li de novo.
Fala pegadora d elite! Rola d vc passa no meu apê no almoço ou à tarde? Preciso mt fala ctgo, aparece! Era mensagem do Chris, fiquei imaginando o que ele poderia querer comigo até criar coragem e ir tomar meu banho. Logo comi algo e fui até o apartamento dele, estacionei meu carro e assim que sai de dentro dele olhei o prédio onde Chris morava e lembrei do elevador. Mais essa ainda! Tomei coragem e encarei os cinco andares mais uma vez. Alguns minutos depois e eu finalmente cheguei ao bendito apartamento e como sempre, cansada. Esperei Chris abrir a porta.
Christian: Que cara de ressaca é essa?
Roberta: Ressaca uma pinóia! Eu espero que você tenha um motivo muito bom pra ter feito eu encarei esses cinco andares de novo Christian! – Ele riu.
Christian: Pode ter certeza que se não fosse tão grave, eu não teria te chamado, entra. – Ok, ele me assustou. Entrei e logo me joguei no sofá.
Roberta: O que aconteceu? – Ele se sentou no braço do sofá.
Christian: É um caso de vida ou morte!
Roberta: Nossa, fala logo guri.
Christian: Eu quero pegar a minha vizinha! – Eu o olhei não acreditando ter ouvido aquilo.
Roberta: E onde eu entro? Quer que eu te ensine em como pegar nela? Oh Chris, você não era fraco assim não hein! – Ri debochada.
Christian: Não é nada disso! – Ele pegou uma almofada e tocou em mim – É que ela mora com uma penca de meninas, mas só tem uma em casa com ela e eu preciso que você faça companhia a tal amiga.
Roberta: Ah sem essa Chris, já segurei muitas dessas pra você e você só me arruma coisa braba, to fora!
Christian: Aposto que você vai querer.
Roberta: Me dá um bom motivo pra querer!
Christian: Talvez porque a tal amiga é a Thay.
Roberta: Ok, você venceu, quando será? – Ele riu debochado.
Christian: Daqui a pouco. Elas me chamaram pra ver um DVD e eu disse que ia levar uma amiga que havia chegado a pouco na cidade, no caso você.
Roberta: Você sabe que a Thay é hetero.
Christian: Sei e sei que você já 'converteu' muitas meninas heteros em bi! – Ele riu - E o jeito que você baba quando ta perto da Thay entrega que você quer ficar com ela, sendo assim, coloquei ela na tua, agora você se vira pra marcar o gol! – Não contive o riso.
Roberta: Não sei, to com medo.
Christian: Você com medo? Ah fala sério né Beta, você é a maior pegadora de meninas ‘inocentes’, vai tirar essa de letra.
Roberta: Não é isso. Com a Thay é diferente, já tive oportunidade de chegar nela, mas na hora eu travo, ela consegue me fazer perder a coragem. Eu não sei o que acontece comigo.
Christian: Vamos saber isso agora. – Ele levanta e me puxa pela mão.
Roberta: Aonde vamos?
Christian: No apê delas oras.
Roberta: O que? Já? Assim não Chris.
Christian: Tarde demais! – Ele bate na porta delas.
Roberta: Não Chris, eu tenho que pensar em um jeito de...- Me calei ao ver a porta abrir.
Xxx: Oi Chris, pontual como sempre. – Quando se trata de pegar alguém ele não se atrasa nunca - A menina me olhou e com certeza eu estava corada de vergonha.
Christian: Sempre! – Ele sorriu – Essa é a Roberta, minha amiga na qual falei hoje mais cedo e essa é a Angel, amiga da Thay.
Angel: Prazer Roberta. – Ela sorriu.
Roberta: O prazer é meu, Angel. – Mentira, é do Chris. – Trocamos dois beijinhos e entramos no apartamento. Eu sentei ao lado do Chris, mas enquanto a Angel foi pegar as pipocas, ele me cutucou e me empurrou.
Christian: Aqui não Beta, senta no outro. – Ele cochichou pra mim. Eu respondi no mesmo tom.
Roberta: Desculpa! – Sentei no outro sofá. Logo ela volta à sala e se senta ao lado do Chris.
Angel: Tudo bem se esperarmos um pouquinho pra ver o filme? A Thay já ta há meia hora no banho, falta só mais meia hora pra ela sair. – Começamos a rir e logo Thay entrou na sala.
Thayane: Eu ouvi isso ok? – Ela estava linda, com um short curto preto e uma blusa de ombro caído branca. – Beta? – Ela ficou um tanto surpresa.
Roberta: Oi Thay, não sabia que eu iria vir?
Thayane: Não imaginei que fosse você, mas que bom que você veio. – Ela sorriu e se sentou ao meu lado colocando uma almofada em seu colo. Em questão de segundos seu perfume chegou a mim e eu engoli seco enquanto Angel colocava o DVD. Não demorou muito e Chris e a Angel já estavam aos beijos.
Thayane: Vem Beta. – Ela segurou minha mão e se levantou me puxando – Vamos pro meu quarto antes que essa pouca vergonha aumente. – Não ouvi nada além de ‘vamos pro meu quarto’ e fui com ela.
Roberta: Aqueles dois não perdem tempo. – Sorri tentando não demonstrar o quanto eu estava nervosa.
Thayane: Não mesmo e não vai ficar só naquilo. – Ela sorriu – Aposto que o Chris trouxe você aqui só pra ficar comigo. – Gelei nessa hora!
Roberta: O que? - Ela já sabe? - Meu coração disparou.
Thayane: É, assim eu não seguro vela sozinha. – Ah é isso!
Roberta: Foi. Quero dizer..- É, me enrolei um pouco – não me custa fazer companhia a você, bem capaz. – Ela começou a rir e sentou-se à mesa do PC dela.
Thayane: Fala de novo. – Não entendi o motivo do riso e nem o que ela havia pedido.
Roberta: Falar o que? – Será que fui direta demais?
Thayane: ‘Bem capaz’. – Ela continuava sorrindo.
Roberta: Bem capaz? Por que?
Thayane: Adoro o sotaque de vocês gaúchos. – Sorri com ela.
Roberta: É, tem gente que curte, mas não vejo diferença não.
Thayane: Geralmente a gente não nota quando é nosso mesmo. – Ela se levantou – Vou pegar a pipoca pra nós, aposto que não vai fazer falta pros dois lá. – Ela sorriu – Quer refrigerante? – Caminhou em direção a porta.
Roberta: Pepsi?
Thayane: Coca.
Roberta: Pode ser. – Sorri e ela sorriu junto.
Thayane: Já volto. – Ela saiu. Eu fiquei observando algumas fotos que estavam espalhadas por seu quarto – Como ela é linda – Fiquei viajando em pensamento ao olhá-las até que ela me despertou.
Thayane: Eu nem gosto de tirar fotos. – Sorrimos juntas.
Roberta: Capaz né? – Ela sorriu do meu ‘capaz’ outra vez.
Thayane: Vem, senta aqui na cama pra gente comer. – Me aproximei da cama e sentei ao seu lado.
Roberta: Eu sou um perigo comendo. – Ela gargalhou.
Thayane: Tudo bem, qualquer coisa eu durmo no chão mesmo.
Roberta: Oh, nem é exagerada. – Sorri. Nós fomos conversando sobre tudo um pouco, a hora foi passando e o assunto acabando. Ficamos nos olhando em silêncio até que ela quebrou o quebrou.
Thayane: Você e a menina do churrasco namoram? – Fiquei surpresa com a pergunta dela.
Roberta: Não. – Ela apenas levantou suas sobrancelhas e balançou a cabeça em forma positiva dando um sorriso um tanto falso –Por quê? Perguntei.
Thayane: Por nada, você tinha me dito que estava sozinha daí vi você com ela. – Sorriu sem jeito.
Roberta: Conheci ela naquele churrasco.
Thayane: Então você é o tipo que fica com meninas sem mesmo conhecê-las?
Roberta: Fico. Não é nada sério, apenas um ficar mesmo.
Thayane: Bacana. – E o silêncio invadiu o quarto novamente até que dessa vez eu o quebrei.
Roberta: E o teu noivo? Não o vi ainda.
Thayane: Meu noivo não mora aqui, mora em outra cidade.
Roberta: E como vocês ‘namoram’? – Ela sorriu.
Thayane: Quase não nos vemos. Ele trabalha na Bahia e eu aqui em São Paulo. Quando nos casarmos, daqui um bom tempo ainda, é que vamos ficar juntos mesmo.
Roberta: E você é fiel a ele?
Thayane: Sou. - Respondeu bem seca.
Roberta: E ele é fiel a você?
Thayane: Isso eu já não sei. – Ela sorriu – Mas acredito que sim, ele é aquele tipo de cara que só trabalha e estuda, sabe? É de ‘família’ também, quer casar e ser de uma apenas, dar a ela tudo do bom e do melhor, por isso trabalha tanto, embora não precise.
Roberta: Sei, mas homem é tudo igual. Não podem ver um rabo de saia que o amor que eles sentem fica de lado. – Fiz cara de nojo. Ela sorriu.
Thayane: Eu nem fico pensando nisso.
Roberta: É, tem gente que não se importa em ter sócias. – Ela falou em tom mais alto.
Thayane: O que? – Gargalhei.
Roberta: To brincando guria! – Ela sorriu junto.
Thayane: Ah bom. Deve ser bom ser solteira, ficar com quantas garotas quiser cada dia ficar com uma sem se importar com nada. – Percebi que ela destacou apenas o gênero feminino.
Roberta: Você não sente falta de carinho, beijo, sexo?
Thayane: Às vezes.
Roberta: E como faz pra passar a vontade dessas coisas? - Imediatamente imaginei ela se dando prazer e o meu corpo já foi dando sinais.
Thayane: Não faço nada, apenas agüento. – Ela sorriu. - Broxante!
Roberta: Por que você não faz isso com uma guria? – De preferência comigo viu?
Thayane: Não gosto de traição Beta.
Roberta: Traição seria se fosse com um homem, com guria é mais, como posso dizer? – Pensei um pouco – Uma troca entre amigas! – Não acredito que falei isso. – Ela riu.
Thayane: Então com homens não posso ficar, mas com meninas posso ficar com quantas quiser que não é traição?
Roberta: Claro. – Ela continuava rindo.
Thayane: Talvez. Mas eu nem sei se gosto de ficar com meninas, nunca fiquei.
Roberta: É simples ué, é só ficar com uma.
Thayane: Ah, muito simples né dona Beta?
Roberta: Eu não sei por que, mas eu sinto que você tem curiosidade de saber como é ficar com uma guria.
Thayane: Por que acha isso? – Ela desfez o sorriso.
Roberta: Não sei, talvez o meu gayzometro detectou isso. – Sorri e ela sorriu junto.
Thayane: Seu o que?
Roberta: É aquilo que detecta alguém do mesmo time que eu. – Ela caiu na gargalhada.
Thayane: E ele apitou quando me viu?
Roberta: Quase fiquei surda de tanto que ele apitou.
Thayane: Nossa. – Ela foi desfazendo o sorriso aos poucos – Talvez você tenha razão, desde que eu te conheci eu..- Ela me olhou rapidamente – ...digo desde que eu vi você ficando com a menina no churrasco..- Ela desviou o olhar, estava um pouco confusa com o que falar e me confundia mais ainda – ...Ah sei lá, eu vi você ficando e fiquei imaginando como seria ficar com uma mulher, com você pareceu tão normal, tão natural. – Ela estava nervosa.
Roberta: E não tem mistério mesmo. Acho que você devia experimentar, você não tem nada a perder.
Thayane: Ah, mas eu não conheço meninas lésbicas dispostas a matar a curiosidade de uma hetero.
Roberta: Na boate que eu toco o que mais tem são lésbicas afim disso. – Merda, não devia ter falado isso! – Senti ela um tanto desapontada.
Thayane: Qualquer dia eu dou uma passada lá então. – Eu preciso arrumar a cagada que eu falei, mas como? Pensei.
Roberta: Acho melhor teu primeiro beijo ser com alguém de confiança.
Thayane: Já disse que não conheço meninas lésbicas.
Roberta: Tem a mim. – Oh louco, não acredito que falei isso!
Thayane: Você? – Um pouco surpresa.
Roberta: É. Sei lá, a gente se conhece, eu to sozinha, sei do teu lado da história, já fiquei com meninas ‘heteros’. Se você quiser, claro. – É agora que eu levo um fora?
Thayane: Tudo bem. - Ela sorriu - Quase morri do coração nesse instante. Me aproximei dela e ela recuou um pouco seu corpo.
Roberta: O que foi?
Thayane: Assim não Beta.
Roberta: Por que? Quer como então?
Thayane: Não estamos sozinhas, isso não é bom.
Roberta: Ah, relaxa. O Chris e a Angel estão muito ocupados pra virem até aqui. - Me aproximei novamente - Esquece eles. - Dessa vez ela resolveu se levantar da cama e se afastar de mim enquanto falava.
Thayane: Não Beta, eles podem ver e.. - Era obviu que isso era uma bela de uma desculpa esfarrapada, eu poderia ir devagar, mas eu queria tanto ficar com ela que fiz do meu jeito. Assim que ela ficou de costas pra mim, (ao se afastar) a puxei pelo braço, acabei exagerando na força e ela acabou se desequilibrando e caindo deitada sobre mim na cama. Nossos rostos ficaram bem próximos um do outro a ponto de nossas respirações se misturarem. Levei uma mão até as suas costas e a acariciei. Com a outra mão acariciei sua bochecha, ela não se moveu, apenas olhava em meus olhos, e como ela não disse que não - Nem que sim - Aos poucos fui aproximando mais nossos rostos enquanto ela fechava seus olhos, sua respiração estava acelerada, selei meus lábios nos dela dando-lhe um selinho longo, logo entreabri meus lábios e ela fez o mesmo, deixei meu lábio superior entre os dela e o lábio inferior dela entre os meus e iniciei o beijo sem pressa. Lentamente fui adentrando sua boca com minha língua conforme ela me dava passagem, não demorou muito e pude sentir a língua dela encontrando com a minha. Contornei sua língua em forma circular com a minha algumas vezes e logo aumentei a intensidade do beijo. Pra minha surpresa, Thay correspondeu na mesma intensidade. Senti a mão dela acariciando meu braço e aos poucos ela foi se ‘soltando’ também.
Deslizei minha mão da sua bochecha até sua nuca e a acariciei com a ponta das minhas unhas, Thay trouxe seu corpo mais para frente pressionando, assim, mais nossos lábios. Deslizei minha mão que estava em suas costas até a lateral do seu corpo e apertei levemente - precisava mostrar pra ela, de algum jeito, o quanto eu estava entregue àquele beijo – nossas línguas estavam em sintonia total até que ela se levantou rapidamente ao ouvir Chris entrando sem bater na porta.
Christian: Beta, eu já to... - Ele percebeu o que estava rolando e o quanto havia estragado tudo que rolaria mais pra frente – ...ah, desculpa. – totalmente em jeito – eu só vim te avisar que eu, é..eu..bom – ele conseguiu se enrolar – to indo pro meu apartamento porque já ta tarde. Eu vou deixar minha chave com a Angel, quando você for embora pega com ela. Boa noite Thay. Boa noite Beta e desculpa qualquer coisa. – Ele saiu fechando a porta rapidamente.
Thayane: Droga! – Ela foi pra perto da porta – O Chris viu.
Roberta: Calma. – Levantei e fui até ela – O Chris é gente boa, eu falo com ele e ninguém vai saber de nada ok? – Sorri tentando acalmá-la. Ela me devolveu o sorriso.
Thayane: Tudo bem.
Roberta: Bom, eu também já vou indo então, ta tarde.
Thayane: Ok. – Me aproximei mais dela.
Roberta: Boa noite. – Aproximei novamente meu rosto do dela, mas dei um selinho em sua bochecha – Se fosse outra teria a beijado de novo, mas Thay me deixava insegura –
Thayane: Boa noite Beta. – Sorriu. Com muito esforço eu sai do quarto dela rs. Peguei a chave com a Angel e segui pro apartamento do Chris. Chegando lá o vi atirado no sofá.
Christian: Pelo jeito não fui só eu que ganhei a noite. – Riu debochado.
Roberta: Obrigada por estragar meus planos Chris. – Ele ficou sério.
Christian: Oh Beta, foi mal, eu não imaginei que você estaria ficando com a Thay.
Roberta: Tudo bem. – Andei até o sofá e me sentei do lado dele - Foi só um beijo - Infelizmente.
Christian: Me conta como você chegou nela.
Roberta: A gente foi conversando, eu fui insistindo e beijei ela. – Sorri.
Christian: Assim, na cara de pau?
Roberta: Claro. – Sorri novamente.
Christian: Mas você só é cara de pau assim quando bebe. Você bebeu?
Roberta: Claro que não Chris.
Christian: Ta se revelando em Beta. – Gargalhou – Mas e aí, ela curtiu?
Roberta: Não sei. – Desfiz meu sorriso.
Christian: Como não sabe Beta?
Roberta: Qual é Chris, eu não perguntei pra ela. Imagina que lindo eu virar pra ela ‘e aí, gostou de ficar comigo?’ Por favor, né.
Christian: Tem razão. Mas como você vai saber?
Roberta: Sei lá. – Comecei a rir – Mas e você... - Toquei uma almofada nele - ...pegou a loirinha de jeito? – Sorri maliciosa.
Christian: Oh se peguei! Peguei e pretendo pegar de novo! Pode relaxa que vou sempre te chamar pra fazer companhia pra Thay agora. – Riu debochado.
Roberta: Eu não acharia nada ruim. – Sorri – Mas eu to indo, preciso caçar umas músicas pra sábado que vem.
Christian: Você vai tocar na Mix Sul?
Roberta: Vou. Vai aparecer lá né?
Christian: Com certeza vou ser o primeiro.
Roberta: O que você não faz pra catar geral né safado? – Sorri – Boa noite Chris.
Christian: Eu te acompanho até a porta. – Ele me deu um beijo e logo abriu a porta – Boa noite e tenha ótimos sonhos – ele sussurrou – com a minha vizinha!
Roberta: Shiu, cala boca guri. – Sorri e logo desfiz o meu sorriso – Oh Chris, me põe no elevador vai?
Christian: Ué, não vai pelas escadas?
Roberta: Não, ta escuro ali. – Ele riu.
Christian: Vem então. – Chris entrou comigo no elevador e me levo até o térreo. Andei até meu carro e segui para o meu apartamento.
Chegando, tomei um banho bem demorado, peguei meu notebook no quarto e fui até a sala. O larguei no sofá, servi uma Pepsi bem geladinha pra mim e comecei a baixar algumas músicas. Tentei por vezes me concentrar nas músicas e imaginá-las com um efeito de back to back, scratch, speed back...mas não conseguia imaginar nada, apenas lembrar da cena do beijo, de como foi gostosa a sensação de sentir seu corpo sobre o meu, da dança com ela, do jeito que ela me olhava, enfim, tudo que envolvia Thay. Desisti de tentar trabalhar e fui dormir.
Fiquei em casa o domingo todo trabalhando nas músicas, o tempo que eu parava pra descansar era só pra pensar na Thay - Essa garota não saía mais dos meus pensamentos - A semana passou devagar, na quarta-feira fui à boate ver uma amiga tocando e logo voltei pra casa, os restos dos dias foram monótonos. Finalmente sexta-feira chegou. Pensei em fazer uma visitinha pro Chris – Sim, bela desculpa pra ver a Thay – Tomei meu banho, caprichei no visual e quando terminava de me maquiar passando o lápis, meu celular começa a tocar, olhei no visor e era um número desconhecido. Quem será justo agora? – Resmunguei.
Além da Eternidαde ‹®› [parte 05]
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