Christian: Pensei que não viria mais!
Roberta: Acha fácil subir 5 andares?
Christian: Ah! Esqueci teu medo de elevador – Riu debochado e me deu espaço pra entrar no apartamento.
Roberta: Não é medo! É cautela. – Falei enquanto entrava – E aposto que você ainda não terminou de se arrumar.
Christian: Não mesmo. – Ele fechou a porta – Só vou trocar de camisa e vamos. – Vi ele entrando em seu quarto, imediatamente me joguei no sofá, eu estava podre de cansada, aquelas escadas acabaram comigo e com certeza havia perdido as gramas que ganhei com o sanduíche e a Pepsi mais cedo.
Christian: To pronto, simbora! - Com muito esforço levantei e fui até a porta com ele.
Roberta: Aí, a gente vai pelas escadas né?
Christian: Nem a pau! Eu vou de elevador, te espero lá em baixo.
Roberta: Ah, Chris! Vamos descer pelo corrimão, olha que divertido. – Subi no corrimão e comecei a deslizar por ele devagar.
Christian: Você é maluca! Eu tenho saco, esqueceu? – Fui obrigada a rir.
Roberta: Ajeita ele e vem, anda, é divertido! – Eu ia descendo devagar e fui descendo mais rápido aos poucos, fingindo não conseguir parar, queria zoar com ele.
Christian: Beta, cuidado! – Continuei descendo rápido até que ouvi um grito atrás de mim.
Xxx: Cuidado! – Puta que pariu, eu temia bater na pessoa que havia gritado, imediatamente tentei parar, mas eu estava rápida demais, então joguei meu corpo para o lado das escadas e cai solta sobre elas. – Senti uma mão em meu corpo.
Xxx: Você está bem? – Essa voz, esse perfume, essa mão, olhei para trás pra descobrir quem era.
Roberta: Thay?
Thayane: Beta? Você está bem?
Roberta: Sim – Me levantei com a ajuda dela – Só meu pulso que ta doendo. – Logo chega Chris correndo.
Christian: Beta, se machucou?
Roberta: Não Chris, só meu pulso ta doendo.
Thayane: Você é louca Beta? Bebeu logo cedo?
Christian: Vocês duas já se conhecem? – Não, ela sabe meu apelido porque é vidente. Pensei.
Roberta: Sim, nos conhecemos. E Christian é um amigo meu. Já deixei bem claro pra ela o que havia entre Chris e eu.
Christian: Bom Thay, a gente precisa ir, feliz ano novo!
Thayane: Feliz ano novo pra você também Chris, até mais Beta, foi bom te rever. – Sorriu.
Oh meu pai, que sorriso era aquele? Parecia que aqueles lábios me chamavam! Correspondi ao sorriso – Foi bom te encontrar de novo, até mais. – Christian me puxava.
Christian: Vem, vamos de elevador!
Roberta: Ah não vou não, pode parar!
Christian: Ah você vai sim, por bem ou por mal! – Ele me pegou no colo e me colocou em seu ombro. Que papelão, Thay olhava tudo e ria.
Roberta: Chris me solta, olha o mico!
E assim ele conseguiu me colocar dentro do maldito elevador. Fiquei emburrada até entrarmos no carro dele.
Roberta: É muito longe?
Christian: Não, é aqui perto em um sitio. Me diz uma coisa, de onde você conhece a Thay? – Sua atenção estava voltada para a estrada.
Roberta: Conheci ontem lá na praia.
Christian: É um mulherão né? – Sorriu malicioso.
Roberta: Já pegou ela?
Christian: A Thay? – Não, a minha vó – Ela é difícil, tentei, mas ela namora, tem noivo, sei lá.
Roberta: Ela comentou comigo.
Christian: Vai investir?
Roberta: Ta maluco? Ela disse que não tem interesse em meninas.
Christian: Pelo jeito você não perdeu tempo e já atacou, pena que levou um fora também. – Riu debochado.
Roberta: Oh palhaço, eu não tentei nada com ela, estávamos conversando e eu disse onde trabalhava, como é uma boate gay ela perguntou se eu também era.
Christian: A Thay é difícil mesmo. Só não invisto nela porque somos amigos e o clima ia ficar chato depois.
Roberta: Assim como você fez comigo? – Christian riu.
Christian: Com você foi diferente!
Roberta: Diferente por quê? Eu cheguei a perder as contas de quantos foras eu te dei.
Christian: Ah, porque você é sapata e eu não tenho o que você gosta por isso você me dava os foras, aposto que se você fosse hetero teria caído na minha! – Riu malicioso.
Roberta: Você se acha muito guri! E eu não sou sapata, sou bi, é diferente.
Christian: Em outras palavras, é uma ninfo tão louca por sexo que acaba transando com homens e mulheres pra saciar a vontade. – Dei um tapa nele.
Roberta: Não viaja também! – Ele só ria.
Christian: Põe uma música ae dona Ninfo.
Roberta: Você ta pedindo pra apanhar hoje!
E lá se foi meia hora de estrada até que finalmente chegamos ao tal sitio.
Christian: Chegamos! – Desligou o carro.
Roberta: Caraca, eu não conheço ninguém!
Christian: Fica tranqüila, o pessoal da boate que vai comigo ta aí. Ah, e tem um monte de garotas bi, divirta-se! – Sorriu malicioso.
E assim descemos do carro e fomos até o pessoal. Chris me apresentou a alguns amigos que me apresentaram a algumas amigas bi. Umas deram em cima de mim, outras ficaram só no papo comigo. A festinha rolava solta, bebidas, picadinhos, azaração e eu escolhia a minha vítima ainda rs. Já havia avistado uma morena, ela era linda, um pouco mais alta que eu, com umas coxas de tirar o fôlego. Ela estava usando uma canga e já havia lançado alguns olhares e sorrisos pra mim, resolvi investir.
Roberta: Posso? – Pedi para sentar ao lado dela.
Xxx: Claro. – Ela sorriu.
Roberta: Qual o seu nome? – Me sentei e não pude deixar de olhar aquele par de coxas, ela percebeu e sorriu.
Xxx: Fernanda e o seu? – Ela desviou o olhar para os meus lábios – Cá entre nós sabemos o que isso quer dizer.
Roberta: Lindo nome. – Cantada barata, eu sei – Me chamo Roberta.
Ficamos conversando um tempinho, dava pra notar que ela e eu já estávamos um tanto que bêbadas por causa da caipirinha. Foi quando cansei de conversar e resolvi agir logo. Olhei pro lado e vi a Thay – Thay? É ela mesmo ou já to vendo coisas? – Pensei.
Roberta: Com licença Fernanda, eu já volto. – Me levantei e fui em direção a Thay sem dar qualquer chance de Fernanda falar algo. Thay estava com um short e a parte de cima do biquíni – Que loucura de mulher! – Me aproximei do balcão e fiquei ao lado dela. –Thay? – Ela me olhou.
Thayane: Beta, que surpresa. – Sorriu e me deu dois beijinhos dos quais eu correspondi.
Roberta: Eu não sabia que você iria vir pra cá, se soubesse poderíamos ter vindo todos juntos.
Thayane: Eu não ia vir, mas as meninas insistiram e eu acabei me deixando levar. – Sorriu.
Roberta: E cadê elas? O que faz aqui sozinha?
Thayane: Elas estão mais ali. – Apontou – E eu to pensando em algo pra beber.
Roberta: Eu sugiro a caipirinha, ta uma delicia.
Thayane: É? Então vou pedir uma. – Ela fez seu pedido. – Embebedar Thay seria uma ótima, mas alguém estragou meus planos!
Fernanda: Com licença, posso roubar ela um pouquinho? – Falou direcionada a Thay e segurou minha mão. – Ótimo, era tudo que eu precisava! Aff
Thayane: Claro, é toda sua. – Ela percebeu que eu estava acompanhada de Fernanda. – Boa festa Beta. – Falou isso um pouco séria. Nisso Fernanda me puxou pra sair dali, larguei minha caipirinha no balcão e fui totalmente sem vontade alguma. Nos afastamos um pouco mais do balcão e Fernanda me encostou na parede e logo encostou seu corpo no meu, me prendendo assim.
Fernanda: Que tal a gente continuar de onde havíamos parado lá no sofá?
Roberta: É, Fernanda, é que... – Ela não me deixou terminar de falar e já selou seus lábios nos meus, percebi que Thay observava tudo. – Que se foda, uma morena dessas a gente não encontra dando sopa por aí todos os dias, resolvi aproveitar. – Levei minhas mãos até a cintura de Fernanda e logo invadi sua boca com minha língua, havia fome no beijo dela, ela roçava seu corpo no meu e aquilo já estava me deixando excitada. Minha vontade era de descer minha mão pro seu bumbum, mas havia mais gente ali e isso seria chato.
Comecei a apertar levemente sua cintura pressionando mais seu corpo no meu. Fernanda ofegava no beijo e isso me deixava mais louca ainda – Já disse que gemidos e ofegação me levam a loucura em questão de segundos? rs. – Logo Fernanda parou o beijo e me puxou.
Fernanda: Vem comigo. – Falou bem ofegante. – Não hesitei e fui com ela, sabia muito bem as intenções de Fernanda.
Além da Eternidαde ‹®› [parte 03]
16:38 |
Assinar:
Postar comentários (Atom)






0 comentários:
Postar um comentário